Cansaço

mas sempre tem algo bom pra aliviar o desaní =)

Outro domingo maravilhoso...

E um video que me faz terminar esse dia de modo condizente!




(L)!

Energia

Que venha São Paulo e Porto Alegre com espírito cabalístico da selva...

11

Tenho algumas impressões acerca de alguns amigos, às vezes. Algumas destas pessoas dão respostas (não somente a perguntas, mas também a estímulos)que soam demasiadamente superficiais, e desprovidas de qualquer sensação mais forte, verdadeira. Não sei se usar o termo "superfície", aqui, é adequado, visto que superfície pode ser o único que existe, quando se fala de imagem. Porque não sei dizer o que é só imagem, ou se não é só isso que, afinal, recebo das coisas... Em resumo: tem vezes que não sei qual é o nível de equilíbrio das minhas trocas com os outros. Ou: não sei até que ponto minhas exigências são correspondidas, se é que devem. Enfim, sou consciente do meu egoísmo, mesmo que muitas vezes desconfie dele. Mas confesso que me desaponto um pouco, com a capacidade das pessoas serem tão indiferentes com situações às vezes tão especiais. Agora o texto soa como desabafo de mágoa, mas confesso que o sentimento não é esse. É só um pedaço de um todo maior, daquele vazio originado da nulidade dos movimentos ao redor das coisas. Sempre passa, e prender-se a isso só consome uma energia desnecessária. Tá bom, é isso. Já até esqueci em quem estava pensando... (s)

Patrick

Isso me faz arrepender de não ir ao Planeta Terra esse ano.
=(


Fever Ray live

Achei esses vídeos hoje. Pela primeira vez, vejo o show em boa qualidade. E só confirmei tudo que já imaginava: é lindo.
Vou postar todos, esperando que não saiam do ar, pelo menos tão cedo.











Domingo

Meu domingo começou sem ódio, sem sentimentos fortes, meio apático, até. E terminou lindo, o mais lindo de todos. E esse vídeo contém um pouco do ar e da coloração desse sentimento gigante. Beijos, cheios de amor. (L)

Outro presentinho...

Love

Segunda-feira

Não é que ela pode ser pior que domingo?

Fim de dia com Lovage, "Pit Stop".



Insensatez


Alegria


ttttiagow (domingo para ser feliz) diz:

*ai, e no corredor do ib
*que tem um pássaro empanado
*que parece uma transgenia de pássaro

ttttiagow (domingo para ser feliz) diz:

*ele é make uma cruza de bemtjivee com leopardo, gavião e thalia
*é incrível, dante

ttttiagow (domingo para ser feliz) diz:
*só vendo pra entender.






Mercy on Me



Senhor, tenha misericórdia de minha alma
Por eu ter trilhado o caminho sinuoso
Por isso estou de joelhos
Senhor, tenha piedade de mim, por favor

Jesus, preciso confessar
Que em minha solidão eu me excedi e pequei
Deixando fragmentos tão quebrados de um homem
Eu poderia lhe contar o que fiz?
Ou eu devo lhe contar onde eu errei?

Bem, o que mais preciso contar
Meus dolosos jeitos maus
Continuar crescendo mais forte dia após dia

Senhor, tenha misericórdia de minha alma
Por eu ter trilhado o caminho sinuoso
Por isso estou de joelhos
Implorar perdão para ajudar a me libertar
Senhor, tenha piedade de mim, por favor

Mãe maria, cheia de graça
Em minha fraquezas, eu perdi a fé
Eu fui descuidada e eu fui avisada
E o mal dentro de mim está dilacerando
Deus abençoe o homem que eu desprezei

Então não me deixe mais me enganar
Envie seus anjos para me guiar por aquela porta
Bem, eu fui e confessei meus arrependimentos
E eu rezo para que não esteja atada ao desprezo
Estou tão perdida e eu preciso de você para me ajudar a evoluir

Oh senhor, tenha misericórdia de minha alma
Oh, estou implorando, insistindo, necessitando
Quero que saibas
Por isso estou de joelhos
Oh senhor, preciso de perdão
Preciso do seu perdão



(Letra do disco Back To Basics, de Christina Aguilera, 2006. Imagem de Lisa Ballard, 2003.)

Domingo

Hoje é domingo. Hoje, particularmente, acordei com certa ressaca. Dormi depois de sete da manhã, tive um sono perturbado, sonhos desagradáveis, esquisitos, porém nada muito dramático. Mas ao acordar, tais atividades oníricas de certa forma contribuíram para a ressaca e o mal-estar psicológico generalizado. Acabei de levantar, dar uma volta pela casa, três da tarde de um domingo tedioso qualquer e igual a todos os outros. "Ódio dominical" - escrito isto me fiz lembrar alguns domingos mais antigos, por volta do fim da minha idade infantil; alguns domingos pela manhã comparecia a um encontro religioso (acho que da igreja Luterana, em companhia de uma menininha vizinha minha, praticante). Era em uma casa grande, achatada, um pouco de madeira, outro tanto de telha e tijolo. Pessoas muito brancas, de cabelo claro, como trigo queimado pelo sol no campo. Era bonito, eu acho. A memória falha não me deixa investigar mais a fundo os meus afetos com relação àquilo tudo. Acho que as pessoas rezavam, e tinha algo de comer também. Eu lembro de algumas sensações, como a de voltar de lá para casa, a pé, um dia nublado... chegar em casa, ver tevê e esperar o almoço ficar pronto.

Eu tinha uns 11 anos, e não esperava nada do domingo. Agora, espero que acabe o quanto antes.

Desinteresse

Sei que vou perder as lembranças. É só esperar o tempo que sempre antecede a perda. Pouco tempo e tudo já passou. E eu não sofro, nem há dor. Só passa. Como qualquer coisa que existia ali e depois não existe mais, por conseqüência qualquer da vida e do tempo. Alívio.

Uma lista de coisas a fazer. Primeiro passo: abdicar de coisas. Segundo passo: ouvir melhor. Terceiro. Planejar um futuro em delírio interior. Quarto: perder a vergonha de regozijar diante das dores; minha humanidade grita eufórica, extasia de prazer ao sentir-se liberta mais um pouco. Depois disso, acabar com tudo e sentir o cheiro doce do fim.

24 de agosto de 2009

Queria escrever um pouco mais sobre a morte. O que aconteceu, como foi a sua vida?

Um movimento e pronto, continua.

A ação me faz perder a vontade de ser. E eu gostaria muito que isso acontecesse.

Conversas

O que significa esse conflito dentro da própria natureza?

Por que a natureza se rivaliza consigo mesma? A terra combatendo o mar?

Existe uma força vingadora na natureza? Não uma, mas duas?

Lembro-me de minha mãe no leito de morte. Toda encolhida e acinzentada.

Eu lhe perguntei se tinha medo. Ela apenas acenou com a cabeça.

Tive medo de tocar a morte que vi estampada nela.

Não consegui achar nada de bonito ou glorioso sobre seu encontro com Deus.

Ouvi falar em imortalidade, mas eu mesmo nunca a vi.

Me perguntei como seria quando eu morresse.

Como seria ter consciência de seu último suspiro.

Espero apenas poder enfrentar a hora da mesma maneira que ela.

Com a mesma calma.

Porque é aí onde se esconde a imortalidade que eu não encontrei.


*


Quem é você para assumir tantas formas? Sua morte que tudo capta.

Você também é a fonte de tudo que está por nascer.

Sua glória.

Misericórdia.

Paz.

Verdade.

Você traz calma ao espírito, entendimento, coragem.

O coração satisfeito.

Talvez os homens tenham uma enorme alma de que todos fazem parte.

Todas as faces do mesmo homem.

Um grande ser, único.

Todos procurando por salvação. Como um carvão tirado da fogueira.


*


Esse grande demônio.

De onde vem?

Como se entranha dentro do mundo?

De que semente, de que raiz é que se desenvolveu?

Quem é que está fazendo isso?

Quem está nos matando?

Nos furtando de vida e luz.

Brincando com o que talvez

pudéssemos vir a saber.

Será que nossa ruína beneficia a Terra de alguma maneira?

Será que ajuda a grama crescer

ou o sol a brilhar?

Essa escuridão está dentro de ti também?

Já teve esse pesadelo também?


*


Quem era você, com quem vivi?

E caminhei?

O irmão.

O amigo.

As trevas dentro da luz.

A batalha do amor.

São todos obras de uma única mente?

Os traços de um único rosto?

Oh, minha alma,

deixe-me estar com você agora.

Olhe para fora através de meus olhos.

Olhe para as coisas que criou.

Tudo brilhando.



(Trechos extraídos do filme "The Thin Red Line", de Terrence Mallick, 1998).

Projeto para um romance de vulto

- Você se importaria de ler algo sórdido? Não, não é bem algo sórdido, pelo contrário, é uma página importante que testemunha a obsessão de registrar todos os pormenores de uma mente e todo o desenrolar da história do pensamento. Eu me curvo e me escondo ante o que escrevi ao me entregar totalmente a esta obsessão. E sinto inclusive o infeliz medo da tua leitura mas fico subitamente feliz porque percebo que deste medo posso fazer outros textos que tematizem o medo e depois falem do texto que escrevi para aplacar o medo e dos outros textos que escrevi para aplacar os primeiros textos.



Ana Cristina Cesar.

Jenny Saville


Presente...


Passou já

Blá blá blá.

Um pedaço

Ontem escreveria que, da borda, era nítido enquanto observava: o que estava dentro, o todo sendo expulso para fora, o tremular das beiradas: ânsia de entrar, correr conta o fluxo violento. Ontem eu era a borda.

Preenchi um espaço cujo qual não sei donde nasce. Tenho amor, cujo qual não denomino a espécie. Hoje o amor me tomou por inteiro. O amor pela comunhão, a alegria da troca, o amor que pode vir a mim antes mesmo de emanar duma profundidade desconhecida, pode vir de um pedaço meu que desconheço, arrebatar meus limites, e refletir, depois voltar.


Já não é nítido ser a borda. Há alegria.


Tudo num instante de pequeno. Todos eles, num hoje só.

Fever Ray